Primeira Temporada: Homeland

Nicholas Brody, Carrie Mathison e Saul Berenson

Homeland, série que estreiou ano passado pelo canal pago Showtime teve uma grande repercussão e foi um grande sucesso no canal. Eu não tinha visto até me falarem bem, dai dei uma chance.

Fui pego diretamente pelo piloto, que é bem construído, bem atuado até demais e tem uma trama muito original.

Começando pelo elenco, que é competente ao extremo, tendo um cara que eu aprecio o trabalho há muito tempo e uma mulher que amo de paixão desde 1996. Falo de Damian Lewis que interpreta o sobrevivente Nicholas Brody e que eu sou fã desde sua participação na mini-série Band of Brothers e de uma série um tanto críticada chamada Life. Falo também de Claire Danes, que amo desde que ela interpretou Julieta no romance Romeo + Julieta de 1996 e que aqui interpreta a agente oficial da CIA, Carrie Mathison. O elenco também tem grandes nomes como a brasileira Morena Baccarin (da série V) que interpreta a esposa de Nicholas, Jessica Brody e temos também Mandy Patinkin, que está irreconhecível no papel de Saul Berenson. Para quem não sabe, Mandy participou da série Cirminal Minds.

A trama é baseada na série israelense “Hatufim” ou “Prisoners of War” criada por Gideon Raff. A versão americana fica na mão de Howard Gordon e Alex Gansa que trabalharam também em 24 Horas. E na verdade a premissa política é bem parecida com a série que narrava as 24 horas de um agente especial de uma Unidade Contra Terrosrimo.

Após 8 anos desaparecido, o fuzileiro Nicholas Brody (Lewis) é resgatado em um complexo pertencente a Abu Nazir, um dos principais mandantes da Al-Qaeda. Recebido como herói nos Estados Unidos, Brody desperta a desconfiaça de Carrie Mathison (Danes). Carrie havia passado um período no Iraque em missão, e um de seus informantes tinham lhe dado a informação que um soldado americano foi corrompido. A suspeita de Carrie é sobre Brody ser esse soldado. A série gira em torno do soldado e de sua volta para casa.

O ponto forte de Homeland é poder mexer com um assunto sério que é a volta de um prisioneiro de guerra para a casa, que daria pauta para uma série a parte e ainda brincar com os mistérios ensima do protagonista.

A narrativa da série é eficaz e ágil, uma vez que a CIA descobre que Abu Nazir está planejando algum outro ataque e a investigação por debaixo dos panos de Carrie sobre Brody. Os assuntos são muito bem mesclados ao longo da temporada, e não falta rítmo no contar da história.

O fascínio de Carrie pelo Jazz nos garante uma trilha sonora muito boa em comparação a outras séries do gênero. É um show a parte os finais de episódios regados a um Jazz suave de fundo.

A temporada só não é perfeita pelo final que eu sinceramente não gostei, foi um final para uma segunda temporada, com um cliffhanger necessário, mas meio forçado. Aliás, a série foi renovada e teremos mais de Homeland ano que vem. Só acho que a série se sairia infinitamente melhor se fosse uma temporada única, com uma história redonda e sem muita enrolação. Não vejo como os roteiristas vão trabalhar na segunda temporada, já que todo tipo de narrativa ou recurso para tornar a temporada interessante, ao meu ver, já foi usado.

Homeland é uma ótima série que deve ser acompanhada. Se não quer baixar, assista pelo canal brasileiro FX, que estreiou o seriado no último domingo (04/03), todas as semanas ás 22:00h.

A segunda temporada começa a ser filmada em Maio.

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