Primeira temporada: American Horror Story

Este texto contém spoilers leves:

Finalmente resolvi escrever uma opnião sobre a temporada de American Horror Story, série esta que degustei em pouco menos de 2 dias (estava sem internet e era a única temporada completa salva no PC).

Vi o piloto logo quando estreiou na FOX brasileira, dai me interessei pela série, e vi o segundo episódio, que não me agradou em nada. De tanto falarem que a série surpreende ao seu desenrolar da temporada, decidi dar uma segunda chance.

E não é que era verdade? A partir do seu quinto episódio, a série da uma guinada espetacular e se torna um dos shows mais criativos que a tv mostrou nos últimos tempos.

Mas, criatividade Ryan Murphy tem de sobra. O cara criou uma série sensacional chamada Nip/Tuck (não estou contando as duas últimas temporasas) que era cercada por histórias drámaticas e muito criativas. O cara também criou a maior sensação teen de hoje em dia, a muitas vezes boring, Glee. Então, de criatividade o cara entende.

Ao lado do parceiro de sempre Brad Falchuk, Murphy nos apresenta a família Harmon, uma família americana normal composta por Vivien Harmon (Connie Britton de Friday Night Lights), Ben Harmon (Dylan McDermott da chatissima Dark Blue) e Violet Harmon (Taissa Farmiga). A família se muda para uma casa luxuosa após Vivien encontrar o marido com outra mulher na cama.

Mal sabiam eles que essa casa luxuosa escondia um passado assustador e essa tentativa de recomeçar a vida em outra cidade seria a pior decisão dos Harmons.

O piloto da série já consegue nos passar o quanto bizarra a série pode ser, e ao longo da temporada, vemos que todo bizarro ali, tem uma explicação. Acontece que todas as pessoas que morrem naquele lugar, ficam presos na casa para sempre, ou até a casa os liberarem.

Dai tiramos que uma casa construida em 1922, por um cirurgião médico psicopata (interpretado pelo espetacular Matt Ross) teria centenas de assustadores fantasmas vagando, certo? É, quase isso.

Ao desenrolar da temporada, vemos que a mitologia da série é tão complexa e as vezes mal usada, que ficamos perdidos. Eu particularmente achei tal mitologia sensacional em um ponto de vista e muito ruim em outro. Até porque no oitavo episódio da temporada, Murphy ainda me joga vários fantasmas novos, várias histórias novas, aparentemente só pra encher linguiça. Um exemplo, é a personagem da minha querida Mena Suvari, que só está ali pra dar uma de gostosa que quer ser a estrela.

E com esse tempo precioso que perdemos com histórias aleatórias desnecessárias, tivemos um final corrido e muito ruim. Aos vinte minutos do season finale já tinhamos a resolução da história da família Harmon e não interessava pra mim ver eles expulsando outra família da casa.

Claro que nem tudo que a mitologia da série me apresentou é descartável, até porque como disse, achei a mitologia sensacional. Uma das coisas apresentadas que mais gostei foi a família de Constance Langdon (Jéssica Lange) que é a família mais importante para o desenrolar da história. Como uma das únicas pessoas que não está morta, mas sabe da história e oque a casa pode fazer, Constace tem um papel importante na história nos explicando coisas excenciais para o entendimento da trama.

Menções honrrosas também para os personagens de Evan Peters – o namorado fasntama de Violet e o culpado de metade daquela bagunça estar acontecendo – e a sensacional Frances Conroy (Six Feet Under) que interpreta Moira O’Hara, a empregada assassinada por Constance que está presa na casa e oque mais quer é sair de lá. Moira é também interpretada por Alexandra Breckenridge, que é uma visão da personagem mais jovem.

Os furos no roteiro de American Horror Story são muitos, alguns muito bobos. Um que gosto de citar é que não entendo como temos uma Moira mais velha, a pesonagem foi morta quando nova e que eu saiba os fantasmas não conseguem ficar mais velhos. E pelo oque a série mostra, a Moira mais velha é a ‘Moira original’. Mas como?

Outra coisa que me incomodou foi essa de os fantasmas podem ficar livres da casa. Não ficou muito claro como isso aconteceria, até porque oque fica bem claro é que quem foi morto na casa, fica presa a ela pra sempre. Mas tudo bem, furos no roteiro todas as série tem.

No mais, American Horror Story é uma série muito bem construída, com uma mitologia sensacional, mas que não foi muito bem aplicada pelo Sr. Murphy. E com um final broxante, a série promete uma segunda temporada totalmente renovada. Vamos esperar pra ver.

Ps: Zachary Quinto faz uma participação especial na temporada como o gay Chad, ex-proprietário mais recente da casa que me fazia rir em cada chilique. O cara é um ótimo ator!

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